São João movimenta economia dos municípios

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O São João da Bahia é a maior festa regional do Brasil, porque acontece simultaneamente em 417 municípios, com arraiais pequenos, médios e grandes. Não há um só município em que, em um distrito ou bairro, não se acenda uma fogueira e não se faça um arrasta-pé ao som da sanfona, da zabumba e do triângulo. Em mais de 100 cidades baianas, as prefeituras promovem festas com palanques e atrações musicais e há, pelo menos, 20 grandes bandas em grandes palcos convivendo com o forró pé-de-serra.

Mas o ano de 2013 é atípico porque a seca prejudicou muito a agricultura e a pecuária reduzindo a produção de leite, criação de gado e plantações diversas. A seca engole rios e açudes, apaga o verde da caatinga, o viço dos animais, o brilho no olhar dos sertanejos. A chuva pouca e concentrada em alguns meses é uma característica da região semiárida. Faz parte do clima do sertão nordestino. O problema é que em alguns anos a estiagem aperta e fica pior do que o normal. Muitos municípios não vão realizar o festejo junino diante desta estiagem prolongada. A festa junina é um evento muito importante para as cidades baianas.

Primeiro porque é uma oportunidade de atrair turistas para conhecer a cultura da região, e segundo porque gera renda para os municípios, criando postos de trabalho diretos e indiretos para a população. Para a presidenta da UPB, Maria Quitéria, o festejo junino é importante para os municípios baianos porque aquece as vendas das lojas de diversos segmentos, como roupas e artigos populares típicos para festividade. Outros segmentos satisfeitos da cidade são os hotéis, restaurantes e bares, que comemoram um aumento na movimentação no período junino.

Dos 417 municípios baianos, cerca de 350 mantêm a tradição de festejar o São João. Isso comprova que a festa é a mais democrática em termos econômicos que o Carnaval, pois gera emprego e renda em praticamente todas as regiões. Em algumas cidades, onde o festejo é mais badalado, a população quase que triplica nos dias de arraia na praça, levando as prefeituras a contratarem milhares de pessoas temporariamente, para garantir o sucesso da festa e fazer com que os visitantes retornem no ano seguinte. É indiscutível o fato que os nordestinos fazem o melhor São João do Brasil. É durante o mês de junho que milhões de pessoas se divertem com as festividades que tem, como ingredientes muito forró, baião, xaxado, diversão, comidas típicas, brincadeiras juninas e eventos que mobilizam cidades inteiras e movimentam a economia, abrindo novas vertentes no ramo do comércio, da indústria e das atividades de serviços.

As comemorações de São João e dos demais santos reverenciados em junho simbolizam a força da religiosidade, das tradições e da cultura dos municípios baianos. É o momento em que o povo demonstra o resgate das suas manifestações folclóricas e a herança histórica dos seus antepassados. As festas juninas colaboram para manter acesa esta efervescência cultural, através de manifestações como o forró pé-de-serra, o xote, a quadrilha e tantas outras tradições tão bonitas de se ver. Tudo isto contribui para que o homem do interior exercite a sua cidadania e tenha orgulho da sua cidade. Desse modo, visando cada vez mais se unirem em projeto único, gestor municipal e o cidadão no desenvolvimento do município baiano.

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