No mundial da Hungria, Valdenice representa Maraú na disputa da vaga para Olimpíada de Tóquio

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Valdenice Conceição é a única mulher da delegação olímpica do Brasil no Mundial de canoagem em Szeged, na Hungria. A baiana tenta tornar-se a primeira atleta do país a competir na canoa olímpica no feminino. Valdenice participa do projeto de canoagem implantado pela Prefeitura de Maraú, que atende jovens e adultos da sede do município.

Em Maraú, Valdenice reatou a vitoriosa parceria com o técnico Figueroa Conceição que foi o técnico de Valdenice em 2017, até então a temporada mais vitoriosa da carreira da brasileira. Naquele ano a parceria conquistou o ouro da Copa do Mundo de Racice e o sexto lugar do Campeonato Mundial, disputado na mesma cidade.

Com a interrupção do patrocínio do BNDES à Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), as atividades do Centro de Treinamento de Curitiba foram encerradas em 2018. Sem se adaptar à estrutura temporária oferecida pela CBCa e pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em São Paulo, Valdenice passou um ano treinando sozinha na Bahia, recebendo séries de treinamento através de mensagens de antigos treinadores.

– Tentamos um plano B em São Paulo, mas não foi nada do que foi planejado. Nada que falaram aconteceu lá. Estrutura, treinador, salário. Não aceitei e voltei para a Bahia. Treinei sozinha, fui para o Mundial em Portugal, fui a 11ª do mundo. É muito complicado quando você não tem acompanhamento, mas quando você tem força de vontade, garra, isso é só um obstáculo.

– Agora com o Figueroa melhorou. Vou subir mais um pouquinho, graças a Deus. Deu para recuperar uma grande parte (do prejuízo) a meu ver. Nossa força de vontade com certeza levantou muito nosso astral. Com o acompanhamento de técnico e a consciência de treinamento que ele tem, com o potencial que eu tenho, ele sabe conciliar isso muito bem. Acho que está dando certo – disse Valdenice.

Figueroa também ri de orelha a orelha com a evolução da pupila. Diz que, quando retomou o trabalho, no início do ano, a baiana estava cobrindo o C1 200m na casa de 54 segundos, tempo pouco competitivo a nível mundial. Mas que rapidamente ela assimilou as instruções e melhorou.

– Nós iniciamos o ciclo com muita dificuldade, mas Maraú proporcionou o que podia. Nos Jogos Pan-Americanos ela fez 46 segundos na eliminatória, terminou com 48 segundos na final (foi quarta colocada). Baixou (o tempo) em oito segundos com sete meses de trabalho. Estamos otimistas para aqui. Vamos lutar de igual para igual. Se Deus quiser vamos voltar para casa classificados – disse o técnico.

Valdenice estreia no Mundial de Szeged às 6h40 (horário de Brasília) desta quinta-feira. Ela será a última atleta da delegação olímpica a entrar na raia em Szeged. Antes dela também competem Erlon de Souza e Isaquias Queiroz no C2 1000m e Vagner Souta no K1 1000m. O SporTV transmite o evento a partir de sexta-feira. (Por: GloboEsporte.com)

 

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